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Bem vindo!

Bem vindo ao Bar do Rafa! Este é o balcão onde se servem as melhores bebidas, todas elas com um leve sabor de literatura. Meu nome é Rafael Marchesin e eu sou o seu barman hoje. O que deseja? É só pedir que eu lhe sirvo.

Aproveite para provar estes aperitivos, acabaram de sair do forno.

“Sonhos FM” é ótimo para acompanhar uma cervejinha e os melhores sommeliers dizem que “Poesuras” cai muito bem com uma deliciosa taça de vinho.

   

Ligação de engano

A vida que Tomás levava era muito simples, acordava muito cedo, tomava seu café da manhã e logo seguia o caminho para o trabalho num ônibus circular.

Certo dia, Tomás acordou cedo como sempre, foi à cozinha preparar o café e depois seguiu para o trabalho. Quando chegou ao trabalho, teve a notícia de que um de seus clientes estava com problema com um dos produtos que havia comprado: assentos sanitário.

‑ Mas esse assento não cabe no meu vaso sanitário! – dizia o cliente.

‑ Deixe-me ver. – pediu Tomás ao homem.

Tomás avaliou o assento sanitário, parecia tudo em ordem.

‑ Deve ser o modelo do assento que está causando problema, você trouxe o molde do seu vaso sanitário?

‑ Não.

‑ Então vem comigo, vou te mostrar os modelos de vaso sanitário que temos aqui na loja e você tenta reconhecer o que se parece com o da sua casa.

Os dois homens foram até um canto da loja onde havia uma enorme exposição de vasos sanitários, havia de todo tipo, pequenos, grandes, redondos, quadrados e triangulares. Tomás disse ao homem:

‑ Algum desses assentos parece com o do senhor?

O homem olhou para os assentos e depois olhou para Tomás.

‑ O senhor pode me dar licença? – disse o homem. – Não quero que o senhor invada a minha privacidade.

Tomás balançou a cabeça de cima a baixo bem lentamente, concordando com o homem e saiu para um canto. Resolveu esperar o cliente numa sessão diferente, o setor de telefonia. Havia poucas pessoas ali, só um funcionário da loja que trocava algumas etiquetas de preços nas gôndolas. Logo ele desapareceu de vista e Tomás perdeu seu tempo olhando os aparelhos telefônicos que estavam expostos. Eram de todos os tipos, com dígitos comuns, em formas de botão, com dígitos em forma de visor digital, alguns eram apenas fones de ouvido com microfone e outros eram estranhos, pareciam apenas uma caneta fina com espaço para falar e ouvir, mas um em especial chamou a atenção de Tomás, um telefone vermelho, com aparência muito antiga, os números de discagem eram daqueles que giravam. Tomás ficou um tempo admirando o telefone, pensando no por que haveria um telefone desses para vender ali se eles haviam saído de linha há muito tempo. Olhou pensativo para o telefone.

‑ Bem que eu podia ter um desses…

Tomás foi tirado de seu transe pelo cliente que ainda segurava o assento sanitário nas mãos.

‑ Eu acho que encontrei o vaso parecido com o que tenho em casa.

‑ Então me mostre.

‑ Não, eu quero privacidade.

‑ Mas como eu vou poder ajudar o senhor se eu não sei qual é o vaso sanitário que o senhor tem em casa?

O homem ficou pensativo e, depois de um tempo, decidiu levar Tomás até onde se encontrava um vaso sanitário retangular e grande.

Tomás não conseguiu segurar uma risada, o vaso sanitário que o homem lhe indicou era muito extravagante, mas nem foi o formato do vaso que fez ele rir, mas o assento que o homem havia escolhido no dia anterior para encaixar no seu vaso sanitário.

‑ Mas é claro que o senhor não iria conseguir encaixar esse assento no vaso sanitário do senhor, ele é redondo e o vaso que o senhor tem em casa é retangular, sem falar que é muito maior do que o assento que o senhor escolheu.

O cliente pareceu deveras ofendido com as palavras de Tomás, resmungou baixo e mudou de cara no mesmo instante.

‑ Então me mostre um assento que se encaixe no meu vaso sanitário! – falou o cliente secamente.

Tomás mostrou o assento ao homem, ele pegou um assento de uma cor quase verde florescente e foi até o caixa. Tomás ainda escutou o cliente dizer entre dentes:

‑ Eu vou denunciar esse funcionário para o gerente da loja, onde já se viu, além de querer saber da vida íntima das pessoas ainda faz gozação!

“É, o dia vai ser difícil”, pensou Tomás.

E foi mesmo, aquele não foi o único problema que Tomás teve com clientes no dia, teve um que teimava que queria um assento sanitário cinza, mas apontava toda hora para um azul e, quando Tomás aceitou que o azul era cinza, a pessoa virou para ele e teimou que ele o havia induzido a comprar o azul só porque era mais caro.

Por volta das seis horas da tarde, Tomás se livrou do último cliente e foi tirar o uniforme. Quando seguia para a saída da loja, passou no corredor em que estava o telefone vermelho. Parou novamente quase que hipnotizado, com os olhos namorando o telefone. Ele adorava tudo o que parecia antigo.

Ele abriu a carteira e viu quanto que tinha de dinheiro, não era muito, mas era o suficiente para comprar o telefone. Ele pegou o aparelho e o levou para o caixa.

‑ Uau, faz tempo que esse telefone está parado lá na prateleira – disse a garota que estava no caixa da loja ‑, ninguém nunca quis comprar ele. Vou te dar o desconto de funcionário, está bem?

Tomás saiu contente da laja e não se preocupou com o caminho que ainda teria que percorrer até sua casa num ônibus lotado de pessoas exaustas com mais um dia de trabalho. Ficou olhando o telefone todo contente como uma criança que acabara de ganhar um brinquedo que queria muito.

Quando chegou em casa, Tomás tratou logo de substituir o telefone da sala pelo que acabara de comprar. Instalou o novo telefone numa mesinha perto do aparelho televisor, e lá deixou o aparelho na expectativa de que alguém ligasse e, assim, ele poderia testá-lo.

Foi para a cozinha, preparou o jantar, mas não aguentava esperar, hora ou outra corria para perto do telefone e o tirava do gancho para ver se funcionava, o telefone parecia em perfeito estado.

‑ Para quem eu posso ligar? – se perguntou Tomás, mas não lhe vinha ninguém na cabeça.

Deixou o telefone de lado e foi jantar.

Quando já ia deitar e acreditava que ninguém mais o ligaria naquele dia, escutou o som vindo da sala. O telefone tocava como um despertador antigo desengonçado, fazia o som de um sino que tocava descompassadamente. Tomás correu para atender o telefone antes que a pessoa desistisse de continuar chamando.

‑ Alô – disse ele.

‑ Jefersom? – perguntou a voz no outro lado do telefone.

‑ Não, aqui é Tomás.

‑ Ah, me desculpe, foi engano.

Desligou o telefone.

Tomás ficou feliz. Mesmo sendo uma ligação de engano, ele pode provar que o telefone funcionava e muito bem, por sinal. Ficou todo contente e foi se deitar com um sorriso no rosto.

No dia seguinte, Tomás chegou ainda mais tarde do trabalho e deu menos importância ao aparelho vermelho na sala. Já estava provado que funcionava e agora o via só como um adorno ao cômodo.

Novamente, quando ele ia dormir, o telefone tocou e Tomás correu a atendê-lo.

‑ Alô. – disse mais uma vez ele ao telefone vermelho.

‑ Alô, Tomás?

‑ Sim, quem é?

‑ Sou a pessoa que te ligou ontem, estava procurando Jefersom, acabei ligando para você por engano.

‑ Ah, sim.

‑ Eu gostaria de conversar um pouco com você.

‑ Sobre o quê?

‑ Sobre a sua vida.

Tomás soltou uma leve gargalhada e colocou a mão no gancho do telefone. Esqueceu logo do aparelho, pensou só no que queria aquele homem saber da sua vida. Tomás não era bobo, sabia que tinha muita gente que ligava fingindo ser engano só para descobrir dados da vida pessoal, para depois usar esses dados em fraudes ou assaltos.

Curioso, Tomás tirou a mão do gancho e escutou novamente, o homem ainda parecia estar do outro lado da linha. Ele escutou o silêncio na linha por um tempo.

‑ Tomás? – disse, enfim, a pessoa no outro lado da linha.

‑ O que você quer?!

‑ Quero saber um pouco sobre a sua vida.

‑ O que você quer?! Quer saber os meus dados para poder me roubar, é isso?!

‑ Não, só quero conversar.

Tomás foi impaciente e desligou novamente o telefone, dessa vez batendo o fone com força no gancho.

Foi se deitar, estava cansado e teria outro longo dia de trabalho no dia seguinte. Mas quem disse que ele conseguiria dormir? Não parava de pensar no telefonema que recebera. Girou de um lado para o outro na cama até que não aguentou mais e voltou à sala. Tirou o telefone do gancho e o levou ao ouvido. O silêncio dominava.

‑ Tomás?

Assustou-se o homem sentado na poltrona da sala.

‑ Você ainda está aí? – perguntou assustado Tomás.

‑ Sim, quem liga é quem pode realmente desligar a ligação.

‑ Desliga essa porcaria de telefone! Eu vou ligar para a polícia! – gritou Tomás e bateu com força o fone no gancho. Um cachorro começou a latir na rua ao lado de fora da casa.

Ele foi à cozinha, não conseguiria mais dormir. Andou de um lado para o outro pensativo, preocupado. “O que é que aquele homem quer comigo?”, pensou enquanto fervia água para um chá, “Se ele não desligar o telefone eu nem ao menos poderei ligar para a polícia!”.

Não deu outra e ele foi novamente para o telefone.

‑ Você ainda está ai?! – perguntou Tomás com rispidez.

‑ Estou sim.

Mais uma vez desligou o aparelho telefônico.

Quando o sol estava raiando, Tomás foi se preparar par ir ao trabalho. Estava exausto por não ter dormido a noite.

‑ Eu não vou mais atender esse telefone! Que desgraça a minha ter comprado ele ontem!

No entanto, antes de sair para o trabalho foi verificar se o homem ainda estava na linha. “Ele não pode ter ficado a noite toda do outro lado me esperando”, pensou. Quando levou mais uma vez o fone ao ouvido, escutou:

‑ Eu vou contar até três.

Instantaneamente depois das palavras, o rosto de Tomás ficou purpura e seu olhar ficou o infinito. Ele se sentou devagar na poltrona da sala e lá ficou com o telefone ao ouvido.

‑ Agora você vai sentir uma vontade enorme de me obedecer – continuou a voz ao telefone. – seus olhos estão pesados, você se sente pesado, mas sabe que é feito de pedra como uma estatua e não deixará o corpo mexer um só centímetro. Agora teus olhos parecerão duas esferas de vidro e não se mexerão mais – fez-se um silêncio momentâneo do outro lado da linha. – Agora, quando eu contar até três, você voltará ao normal. Um.

Repentinamente escutou-se uma outra voz do outro lado do telefone:

‑ O que você está fazendo?! – era uma voz de mulher e parecia muito brava.

E, repentinamente, escutou-se uma forte ruído seco do outro lado da linha e a ligação caiu.

Tomás ficou paralisado segurando o fone ao ouvido. O som de ligação cortada ressoava constante em seu tímpano. Ele não se mexeu. Não moveu um único músculo. O que será que a pessoa do outro lado da linha pretendia fazer? Isso ninguém sabe, mas se, em algum momento, desejou tirá-lo do transe, nunca mais conseguiria, pois o telefone fora do gancho, na mão de Tomás, não permitiria mais novas ligações.

Ninguém descobriu o homem parado na poltrona com o telefone na mão. No trabalho, não ligaram para as suas faltas, acreditaram apenas que ele já estava de saco cheio de vender assentos sanitários e que resolveu não aparecer mais por lá. E ninguém foi atrás dele.

Ele vegetou imóvel por muito tempo, a vida esvaiu e depois ele existiu, ainda, por muito mais tempo, feito uma estátua de músculos eternizada. Tomás ficou imóvel naquela sala até que uma população muito mais evoluída o encontrou durante uma escavação para entender o estilo de vida dos antigos moradores do planeta. Tomás virou atração e todos descobriram, assim, o modo como os antigos se comunicavam.

Eu bem que tentei ser uma pessoa séria, alguém que se veste conforme manda a música, mas a verdade é que eu não consegui, a minha natureza me chamou e eu estou novamente na loucura diacrônica (ô, vai-se lá lembrar de Saussure) de sempre.
O Bar do Rafa era o espaço para a seriedade, mas a seriedade nunca tomou conta de mim, então, decidi que o Bar do Rafa volta a ser o espaço para bebidas, diversão e literatura ao gosto do freguês. Tentando ser sério, coisa que eu não sou, não consegui escrever mais nada para colocar aqui.
Mas eu voltei a escrever com gosto! E agora faço parte do blog Nonsense: Escritores leves, loucos e felizes, junto com o Dieguito e com Ebrael. Meus textos estão bombando lá, nunca recebi tantos comentários por posts meus em blog, mas devo isso ao Dieguito que é um tanto famoso na internet, já.
Será que agora a literatura voltará ao meu sangue com aquele tom leve e solto que antes dominava? Espero que sim! E parece que meu espírito já está retornando ao que era! Estou cheio de vontade de escrever! A cada vez que termino um texto, desligo o computador satisfeito, mas não dá outra, quando eu vou fazer alguma outra coisa, uma nova idéia surge e eu preciso logo correr e ligar o computador de novo para escrever!
Eita, dá uma olhada lá no blog Nonsense!
http://nonsenseloucosefelizes.blogspot.com

Grandes abraços do velho e sempre barman Rafael.

Escrevi este post na sexta-feira, mas por motivos de tempo, só consegui postá-lo aqui no blog hoje.

O meu dia de ontem só terminou realmente quando o dia de hoje estava por começar. O que eu posso dizer do dia de ontem? Foi, sem dúvida, um dia maravilhoso! Acordei horripilantemente com uma sensação estranha dentro da minha barriga, estava morrendo de medo da palestra que eu daria logo mais, nas primeiras horas da tarde, na UNESP. Treinei inúmeras vezes minha fala. De tarde fui para a matadouro… duas horas da tarde estava eu na UNESP prestes a enfrentar um público amante das letras e literatura. Tive o grande prazer de dividir a mesa de palestrantes com os conceituadíssimos escritores Walter Merlotto e Sidnei Olivio. Era eu, um escritor novato, que não possui quase nenhuma experiência, ao lado de dois grandiosos escritores. Eu tímido, como sempre, nervoso como sempre ao enfrentar um público, me saí até que bem na minha apresentação, por incrível que pareça, até fiquei descontraído e toda aquela estranheza que sentia outrora em minha barriga deixaram de existir. Milagre? Vai saber-se lá! Não sei se falei bem, mas falei o que eu queria falar e, inclusive, fui elogiado.
Gostei muitíssimo de escutar as experiências como autores do Walter e do Sidnei, sou, eu, apenas um andarilho que sonha em alcançar um tantinho do que eles já conquistaram. Tenho certeza que não chego aos pés deles, mas não os invejo, os admiro, porque é na admiração que a gente se esforça para alcançar um patamar tão próximo ao que eles já conquistaram, é na admiração, que reconhecemos trabalhos tão fascinantes e incríveis que nos levam a criar trabalhos tão fascinantes e incríveis quanto o os que admiramos! Vi ontem duas figuras fascinantes, duas figuras que sentaram-se ao meu lado e me deram uma aula; não só de como ser poeta e escritor, mas de garra, de perseverança, do lutar contra o instinto de desistir e vencer e conquistar o sonho. Sonho é aquilo que conquistamos quando nos damos o direito de admirar.
Eu tive a maior oportunidade ao estar ali, ao lado daqueles dois homens, vi um trabalho, vi experiências e luta. Maravilhado fiquei quando o Walter se aproximou de mim e, num simples gesto de estender o braço, me presenteou com um de seus livros, o mais recente que publicou. Fiquei maravilhado no instante que o Sidnei me convidou para tomar um café, quando trocamos algumas palavras e ele me deu algumas dicas. Os dois escritores, além de serem maravilhosos escritores foram pessoas que me trataram como tal. Acredito até que não fiquei nervoso no momento de apresentar meu trabalho porque estava do lado daqueles dois homens!
O dia de ontem foi o dia de literatura, que não acabou no instante em que a palestra acabou. Continuou tarde adentro e noite adentro. Continuou no instante em que eu parei para conversar com os amigos, no instante que eu perdi a palestra do Cláudio Aquati (segundo no prêmio Jabuti) e continuou no momento em que eu fui para o café literário. Foi uma noite de muitos goles de café e de literatura.
Se alguém disser que a lua lá no alto não estava diferente das luas dos outros dias, essa pessoa muito se engana, não teve literatura num sangue de noite literária. A lua pairava lá no alto feita névoa condensada em forma de esfera. Era, talvez, a bola de cristal mostrando um mundo feito letras surgindo na minha frente. E era uma lua rebuscada, cheia de névoa condensada e com um toque de sombra projetada pela Terra, o que quer mais do que isso? Que ornamento melhor do que este existe para uma obra de arte? Uma pintura feita de sombra da Terra? Se era aquela, a lua de lobisomens, isso eu não sei, mas sei que aquela era a minha lua, a lua de um homem que nasceu para sonhar, um homem que nasceu para admirar.
Foi um dia condensado num suspiro que significou muito mais do que apenas o silvo quase silencioso do expandir e retrair do diafragma….

Poesuras novamente no ar

Como prometido, o livro Poesuras voltou ao ar hoje. Quem desejar efetuar a compra poderá fazê-la tranquilamente, sem maiores transtornos.

O link de venda do livro é o seguinte:

http://clubedeautores.com.br/book/4880–Poesuras

 

Grandes abraços,

Rafael Marchesin

Muita gente gosta de escrever, mas, depois que termina algo, não sabe o que fazer com seus textos. Alguns até distribuem entre amigos, enviam por e-mail, mas os textos sempre giram em torno da mesma esfera. Muitas vezes, por distribuir os textos apenas para amigos ou familiares, os escritores não recebem críticas que sejam realmente valiosas, aqueles que apenas elogiam não são exatamente os críticos que nos constróem. Pensando nisso, resolvi buscar algumas ferramentas aqui da rede em que os escritores deixam de ser autores da editora gaveta e passam a publicar seus textos para um público maior, diferenciado e que pode nos dar as verdadeiras aulas sobre escrita.

Fiz uma lista dos serviços, muitos deles eu já utilizei e garanto que possui sua seriedade e funcionalidade.

Segue a lista:

Recanto das Letras (http://www.recantodasletras.com.br)

É um website em que o autor pode publicar seus escritos. Cada autor cria uma página, seu perfil, onde seus textos serão exibidos para os leitores do site. Cada autor pode optar por postar seus textos utilizando um pseudônimo, o que garante uma certa privacidade. Cada texto publicado é exibido na página inicial do site Recando das Letras e fica disponível para todos os leitores que acessarem o site. Em cada texto publicado no site, há um espaço para comentários dos leitores. O Recanto das Letras permite ainda a postagem de e-books e de áudio. Entre no meu perfil no Recanto das Letras e conheça um pouco mais do serviço oferecido pelo site:

 

http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=21048

EuAutor (http://www.euautor.com.br/)

É um site semelhante ao Recanto das Letras, com a diferença de que os autores podem publicar não só textos, mas vídeos, fotografias e outras obras artísticas. Também possui muitas visualizações e é um ótimo espaço para escritores que desejam divulgar seus escritos.

 

Cronópios (http://www.cronopios.com.br/)

O Cronópios é um site diferente, é um site em que o internauta cria o conteúdo. O internauta escreve os artigos, as crônicas, os contos, os poemas que são publicados no site. Depois de aceito o texto, ele é exibido nas páginas do cronópios.

 

Garganta da Serpente (http://www.gargantadaserpente.com/)

É um site dedicado à Literatura. Os escritores encontram no site Garganta da Serpente um espaço para a publicação de suas obras literárias. O usuário faz um cadastro e evia seu texto para a administradora do site, feito isso, o texto é publicado. Além de permitir a publicação de textos, o site conta com uma lista de concursos literários nacionais ou não. É uma ampla comunidade para discussões literárias que conta com a participação de autores já consagrados no mercado literário.

 

Há também os sites que ajudam autores independentes a publicarem seus textos em formato livro. Segue dois sites:

Clube de Autores (http://www.clubedeautores.com.br/)

O Clube de Autores é um site em que o escritor pode publicar gratuitamente seu livro. O autor sobe para o site seu livro devidamente diagramado em arquivo PDF, preenche os dados de seu livro, cria uma capa e decide o quanto quer ganhar de comissão por cada livro vendido. O autor não gasta nada para publicar seu livro pelo Clube de Autores, no entanto, ele não recebe uma cópia do livro. Para ter uma cópia do livro em mãos, o autor deve efetuar a compra do mesmo. Os livros são impressos por demanda, ou seja, eles somente serão impressos a partir do momento que a venda for efetuada. Após impresso o livro, ele é enviado ao comprador. Segue os links dos livros que eu publiquei pelo Clube de Autores. Se desejar ver as fotografias dos meus livros impressos, basta clicar aqui.

http://clubedeautores.com.br/book/5641–Sonhos_FM

http://clubedeautores.com.br/book/4880–Poesuras

 

Lulu (http://www.lulu.com/)

Lulu é o site que provavelmente deu origem ao Clube de Autores. Ele efetua o mesmo serviço que o Clube, permite a publicação gratuita de livros, sendo impressos apenas no momento em que é efetuada a compra do mesmo. O inconveniente do Lulu é que o site não possui uma versão em português e os livros são impressos nos Estados Unidos ou na Espanha, sendo remetidos para outras localidades do mundo, deixando um valor de frete muito alto. No entanto, há muitas vantagens em ter um livro publicado pelo Lulu, como por exemplo, poder escolher o formato do livro, escolher se a capa será dura ou não, se a impressão do miolo será colorida ou preto e branco. São inúmeras as possibilidades de publicação no Lulu, pode-se publicar álbuns fotográficos, revistas, livros de bolço, gibis, CDs, calendários, entre outras coisas. O autor que desejar ainda fazer sua distribuição em livrarias físicas ou virtuais, pode aderir aos planos do Lulu, comprando um pacote de distribuição, no entanto, esses pacotes são interessantes apenas para livros publicados em inglês, já que a distribuição será realizada apenas em livrarias estadounidenses. Acesse o meu livro Sonhos FM no Lulu:

http://www.lulu.com/content/libro-tapa-blanda/sonhos-fm/7828429

 

Fora a publicação por meio desses serviços, é possível publicar textos em blogs. Muitos autores decidem por publicar em blogs, acreditando que o contato com o leitor é muito mais próximo. Existe autores que, inclusive, publicam livros inteiros em blog, separando os capítulos por posts. Eu sugiro os servidores Blogspot (http://www.blogger.com/) e WordPress (http://www.wordpress.com/) para quem deseja criar um blog, são os mais conhecidos na internet. Acesse os meus blogs:

http://bardorafa.wordpress.com

http://bynasa.blogspot.com

 

Para quem não tem medo de gastar um pouco para publicar seus textos, há algumas editoras que publicam livros e antologias. Segue uma lista de editoras que trabalham com autores independentes:

Câmara Brasileira de Jovens Escritores (CBjE) (http://www.camarabrasileira.com)

A Câmara Brasileira de Jovens Escritores publica livros por preços muito acessíveis, exigindo uma tiragem mínima de 30 exemplates. Além de publicar livros, a editora realiza mensalmente antologias para a publicação de contos e poesia. Os autores enviam seus textos e eles são selecionados para as antologias, o autor selecionado concorda em comprar uma unidade do livro da antologia em que foi publicado, caso não compre o exemplar, o texto não é publicado na mesma. Muita gente pode ter dúvida quanto ao trabalho da CBjE, mas eu já experimentei os serviços da editora e garanto que eles não decepcionam, tive três contos publicados por eles em antologias e recebi devidamente os três exemplares das mesmas.

 

Scortecci Editora (http://www.publiqueseulivro.com.br/)

A Scortecci Editora é uma editora de altíssima qualidade, no entanto, seu trabalho é realizado apenas em grande quantidade, dessa maneira, os valores cobrados são um tanto salgados para um autor iniciante. Porém, quem tem dinheiro sobrando e deseja realizar uma publicação semelhante às realizadas por editoras convencionais, recomendo a editora. Já tive acesso a exemplares publicados pela editora e pude comprovar a qualidade, os livros possuem uma ótima arte e uma impressão fabulosa, sem falar que a Scortecci Editora é conceituado no mercado literário.

 

Mais editoras que publicam seu trabalho:

 All Print Editora:

http://www.allprinteditora.com.br/

Editora Corifeu:

http://www.corifeu.com.br/publique.asp

Editora Árvore da Terra:

http://www.arvoredaterra.com.br/publique.php

Editora e Produtora Cultura t.mais.oito:

http://www.tmaisoito.com.br/

Papel Virtual:

http://www.publit.com.br/show_info.php?page_id=17

Editora SolCat:

http://www.editora-solcat.com.br/

Fábrica de Livros:

http://www.fabricadelivros.com.br/

Armazém Digital:

http://www.armazemdigital.com.br/

Livro Pronto Editora:

http://www.livropronto.com.br/

Giz Editorial:

http://www.gizeditorial.com.br/

Gass Editora:

http://www.gasseditora.com.br/publique.htm

Giostri Editor:

http://www.giostrieditora.com.br/publique_sua_obra.html

 

Se você deseja publicar numa editora convencional, o caminho é árduo, mas, se você não tentar, não conseguirá mesmo. O mais interessante é procurar um agente literário para encaminhar sua obra para as editoras que publicam o seu estilo literário. Caso você não tenha disposição (financeira) para procurar um agente literário, você pode fazer o trabalho sozinho, o que pode ser mais cansativo e difícil. Muitas editoras disponibilizam em seus websites links que mostram como publicar um livro por elas, geralmente o link estará da seguinte maneira: “envio de originais”, “publique seu livro”. Algumas editoras publicam apenas materiais provindos de agentes literários, no entanto, muitas editoras permitem o contato direto com o autor iniciante, como a Rocco e a Martins Fontes. A maior parte das editoras exigirá que o original seja enviado via correio, muitas vezes não encadernado e com numeração nas páginas e nome e telefone para contato no topo de cada página, isso facilita a leitura do texto; o original pode ser dividido entre vários editores, que darão uma rápida lida no texto antes de passar para a fase de leitura crítica do mesmo, caso não gostem do original durante a primeira leitura, eles os descartam. É bom ler muito bem as exigências de cada editora para o envio de originais, se não houver nenhum requisito para o envio, procure desenvolver o original de modo que fique fácil de ler, deixando sempre um espaço entre linhas duplo, o que facilita, também, a leitura.

Em sua maioria, as editoras dão um prazo de até seis meses para dar a resposta, positiva ou não, ao autor. Em muitos casos, o autor fica sem receber resposta alguma, por isso, se uma editora não lhe der a resposta num período de mais de um ano, pode-se imaginar que seu original foi descartado.

Selecione muito bem as editoras antes de enviar o original, veja se eles trabalham com livros do seu estilo literário. É recomendado que envie o trabalho para mais de uma editora, mas, se alguma editora aprovar a publicação do livro, encaminhe um e-mail ou carta para as demais editoras dizendo que o original já foi aprovado por uma editora, dessa maneira, as editoras não terão o trabalho de examinar o seu original (pense que as editoras recebem milhares de originais, portanto, facilitará o trabalho para elas). Tome cuidado ao recusar a publicação com uma editora, você pode ficar marcado no mercado literário. Não ligue para uma editora dizendo que outra editora aceitou sua obra, na tentativa de forçá-la a publicá-lo, isso pode virar contra você, e você pode até acabar perdendo a antiga editora. Os critérios de seleção de cada editora são diferentes, mesmo publicando livros de gêneros semelhantes, por isso não acredite que, se uma editora aprovou a publicação, a outra também deve aprovar.

Uma última dica é enviar e esperar, não fique ligando para as editoras cobrando a análise dos originais, muitos editores não gostam disso.

 

Enfim, a verdade é que todo escritor deve buscar formas de divulgar os seus textos, porque escrever é um prazer e ler é muito mais! Eu sou a favor de que todos que escrevem divulguem seus escritos, isso é a construção da cultura, é a construção da nossa sociedade, da nossa identidade, diversidade. Transmitir idéias é transmitir conhecimento, sonhos, desejos… é por isso que escrevo, é por isso que leio.

Aproveite as dicas que dei aqui, espero que tenha sucesso com suas publicações, quero logo poder ler seus textos! Ah, por falar nisso, depois de publicá-los, traga os links e poste aqui, nos comentários!

 

Grandes abraços,

Rafael Marchesin

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